O sol pôs-se e eu espreito
as cores do anoitecer
do encarnado ao violeta
pego na minha caneta,
e então começo a escrever.
Folhas e folhas no chão
amachocadas ou não,
horas, minutos, segundos
em que vou tentando, em vão,
o meu poema compor.
Escrevo,
risco,
apago,
escrevo,
volto a escrever sempre, e sempre
Sem nunca me contentar
com aquilo que sei e posso
escrever, dizer ou pensar.
E assim vai acabar,
Sem nem mais um verso ou dois,
porque isto de pensar
tem muito que se lhe diga
e tenho de ir descansar!
sábado, 1 de dezembro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
martedi, 17 ottobre 2006
Não ando a fugir de nada
mas querem que pense assim,
pois todos sabem mostrar-me
que só dependo de mim.
Há gente que vai e vem,
Há gente que se conhece,
tormentos que se padece
por gente que não merece.
Porque afinal não há gente,
somos só nós, eu e eu.
e tu, só quando não mente
o sentir que não morreu.
mas querem que pense assim,
pois todos sabem mostrar-me
que só dependo de mim.
Há gente que vai e vem,
Há gente que se conhece,
tormentos que se padece
por gente que não merece.
Porque afinal não há gente,
somos só nós, eu e eu.
e tu, só quando não mente
o sentir que não morreu.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Podia escrever-te agora
um poema dos antigos
Poemas de amor perdidos
na revolução dos tempos.
Podia escrever-te agora
um poema dos antigos,
falaria da demora
dos olhares naquele instante,
dos roçares de mãos escondidos,
do palpitar inconstante
de corações aturdidos.
Dar-te-ia a minha alma,
ainda mais se o não pudesse,
e sonharia contigo
quando lá fora anoitece.
Mas são outros os tempos já
que tais coisas catalogam,
renegando o que será
por todos no fim desejado,
p'ra qualquer lugar alado
de alegres contos de fadas.
Isto é no bom sentido;
que há os que por despeito,
de coração ofendido,
ou por um simples ciúme
de um outro mais ditoso,
colocam estes dizeres
com o adjectivo: piroso.
Ainda assim meu amor,
correndo o (tão grave!) risco
de parecer antiquada,
acho que ainda arrisco
e penso: não perco nada;
dizer-te nestes meus versos
como me sinto estes dias.
Como as minhas mãos estão frias
se não te encontro ao meu lado,
e do sentir dos teus lábios
renasce o meu ser cansado
do que às vezes nos separa.
Neste nosso amor profundo
entrego-te a minha alma
e o meu coração pactua
quando a sussurrar te digo
que, por minha escolha, sou tua.
E tua seria ainda se fosse
dos antigos o poema,
e dos amores proibidos
tratasse o seu nobre tema.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
21 de Junho de 2006
Estou cansada e o cansaço
revê-se no pensamento.
Fica negro como a noite,
voa leve como o vento.
O que penso nas alturas
em que a cabeça não pensa
são aquelas coisas escuras
que penso na tua ausência.
São aquelas mais mesquinhas,
mais tristonhas, mais maldosas.
São aquelas pequeninas
mas de importâncias estrondosas.
Mais vale não pensar agora,
quando sei que estou cansada,
vale mais esperar p'la aurora
de uma nova madrugada.
revê-se no pensamento.
Fica negro como a noite,
voa leve como o vento.
O que penso nas alturas
em que a cabeça não pensa
são aquelas coisas escuras
que penso na tua ausência.
São aquelas mais mesquinhas,
mais tristonhas, mais maldosas.
São aquelas pequeninas
mas de importâncias estrondosas.
Mais vale não pensar agora,
quando sei que estou cansada,
vale mais esperar p'la aurora
de uma nova madrugada.
Sinto que sinto mal
que não devia sentir
o que sinto, ocasional,
por não ter p'ra onde fugir
da complexidade das coisas.
Quero convencer-me que
nada disso é verdade
e as coisas não são complexas
e, com sinceridade,
sei que as complico eu,
na minha mente perversa
que a tudo troca o sentido
e a tudo p'la ordem inversa
analisa o conteúdo.
que não devia sentir
o que sinto, ocasional,
por não ter p'ra onde fugir
da complexidade das coisas.
Quero convencer-me que
nada disso é verdade
e as coisas não são complexas
e, com sinceridade,
sei que as complico eu,
na minha mente perversa
que a tudo troca o sentido
e a tudo p'la ordem inversa
analisa o conteúdo.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Sonho
Anseio pelo teu corpo
e leve como num sopro
voo pelo pensamento,
e esqueço por um momento
que tu não estás aqui.
Mas basta acordar do sonho
e logo vem a saudade.
Que eu não tenho imunidade
a esta falta que me fazes!
Será que seria capaz
de tentar compreender?
(não saberiam os sábios)
A razão porque os teus lábios
me fazem elouquecer.
e leve como num sopro
voo pelo pensamento,
e esqueço por um momento
que tu não estás aqui.
Mas basta acordar do sonho
e logo vem a saudade.
Que eu não tenho imunidade
a esta falta que me fazes!
Será que seria capaz
de tentar compreender?
(não saberiam os sábios)
A razão porque os teus lábios
me fazem elouquecer.
Depois (bastante!)
Porque é que eu me sinto assim?
Às vezes tão isolada,
Sinto que não valho nada...
Será que é só de mim?
Os outros pensam assim?
Porque é que quando me abraças
nessa altura eu não ligo,
e depois quero que faças
aquilo que eu não consigo:
Saber, sem eu te dizer,
o momento em que os teus braços
são tudo o que quero ter.
Não queria que tu lesses
estas linhas que escrevi.
Parvoíces que redimi
quando quis que tu ouvisses
tudo aquilo que senti,
e sinto,
já sabes, nisto não minto!
Amo-te
Às vezes tão isolada,
Sinto que não valho nada...
Será que é só de mim?
Os outros pensam assim?
Porque é que quando me abraças
nessa altura eu não ligo,
e depois quero que faças
aquilo que eu não consigo:
Saber, sem eu te dizer,
o momento em que os teus braços
são tudo o que quero ter.
Não queria que tu lesses
estas linhas que escrevi.
Parvoíces que redimi
quando quis que tu ouvisses
tudo aquilo que senti,
e sinto,
já sabes, nisto não minto!
Amo-te
Algures em 2004
E é estranho este sentir
que te amo mais que tudo,
que tu me amas talvez,
Mas que o nós não tem sentido,
que o sentir não tem razão
que somos demais tu; e eu.
E que nem amigos somos,
já que nunca antes fomos...
E por isso digo: Adeus!
Sem uma sombra de emoção;
Porque "Não se ama alguém
que não ouve a mesma canção."
que te amo mais que tudo,
que tu me amas talvez,
Mas que o nós não tem sentido,
que o sentir não tem razão
que somos demais tu; e eu.
E que nem amigos somos,
já que nunca antes fomos...
E por isso digo: Adeus!
Sem uma sombra de emoção;
Porque "Não se ama alguém
que não ouve a mesma canção."
Poemas
vou começar por escrever os meus poemas que juntei (os de há mais tempo) ou escrevi num caderninho de capa preta muito antigo que encontrei e que ainda nao tinha sido escrito, e para que servem os cadernos se não para se escrever neles?
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