Estou cansada e o cansaço
revê-se no pensamento.
Fica negro como a noite,
voa leve como o vento.
O que penso nas alturas
em que a cabeça não pensa
são aquelas coisas escuras
que penso na tua ausência.
São aquelas mais mesquinhas,
mais tristonhas, mais maldosas.
São aquelas pequeninas
mas de importâncias estrondosas.
Mais vale não pensar agora,
quando sei que estou cansada,
vale mais esperar p'la aurora
de uma nova madrugada.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Sinto que sinto mal
que não devia sentir
o que sinto, ocasional,
por não ter p'ra onde fugir
da complexidade das coisas.
Quero convencer-me que
nada disso é verdade
e as coisas não são complexas
e, com sinceridade,
sei que as complico eu,
na minha mente perversa
que a tudo troca o sentido
e a tudo p'la ordem inversa
analisa o conteúdo.
que não devia sentir
o que sinto, ocasional,
por não ter p'ra onde fugir
da complexidade das coisas.
Quero convencer-me que
nada disso é verdade
e as coisas não são complexas
e, com sinceridade,
sei que as complico eu,
na minha mente perversa
que a tudo troca o sentido
e a tudo p'la ordem inversa
analisa o conteúdo.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Sonho
Anseio pelo teu corpo
e leve como num sopro
voo pelo pensamento,
e esqueço por um momento
que tu não estás aqui.
Mas basta acordar do sonho
e logo vem a saudade.
Que eu não tenho imunidade
a esta falta que me fazes!
Será que seria capaz
de tentar compreender?
(não saberiam os sábios)
A razão porque os teus lábios
me fazem elouquecer.
e leve como num sopro
voo pelo pensamento,
e esqueço por um momento
que tu não estás aqui.
Mas basta acordar do sonho
e logo vem a saudade.
Que eu não tenho imunidade
a esta falta que me fazes!
Será que seria capaz
de tentar compreender?
(não saberiam os sábios)
A razão porque os teus lábios
me fazem elouquecer.
Depois (bastante!)
Porque é que eu me sinto assim?
Às vezes tão isolada,
Sinto que não valho nada...
Será que é só de mim?
Os outros pensam assim?
Porque é que quando me abraças
nessa altura eu não ligo,
e depois quero que faças
aquilo que eu não consigo:
Saber, sem eu te dizer,
o momento em que os teus braços
são tudo o que quero ter.
Não queria que tu lesses
estas linhas que escrevi.
Parvoíces que redimi
quando quis que tu ouvisses
tudo aquilo que senti,
e sinto,
já sabes, nisto não minto!
Amo-te
Às vezes tão isolada,
Sinto que não valho nada...
Será que é só de mim?
Os outros pensam assim?
Porque é que quando me abraças
nessa altura eu não ligo,
e depois quero que faças
aquilo que eu não consigo:
Saber, sem eu te dizer,
o momento em que os teus braços
são tudo o que quero ter.
Não queria que tu lesses
estas linhas que escrevi.
Parvoíces que redimi
quando quis que tu ouvisses
tudo aquilo que senti,
e sinto,
já sabes, nisto não minto!
Amo-te
Algures em 2004
E é estranho este sentir
que te amo mais que tudo,
que tu me amas talvez,
Mas que o nós não tem sentido,
que o sentir não tem razão
que somos demais tu; e eu.
E que nem amigos somos,
já que nunca antes fomos...
E por isso digo: Adeus!
Sem uma sombra de emoção;
Porque "Não se ama alguém
que não ouve a mesma canção."
que te amo mais que tudo,
que tu me amas talvez,
Mas que o nós não tem sentido,
que o sentir não tem razão
que somos demais tu; e eu.
E que nem amigos somos,
já que nunca antes fomos...
E por isso digo: Adeus!
Sem uma sombra de emoção;
Porque "Não se ama alguém
que não ouve a mesma canção."
Poemas
vou começar por escrever os meus poemas que juntei (os de há mais tempo) ou escrevi num caderninho de capa preta muito antigo que encontrei e que ainda nao tinha sido escrito, e para que servem os cadernos se não para se escrever neles?
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