O sol pôs-se e eu espreito
as cores do anoitecer
do encarnado ao violeta
pego na minha caneta,
e então começo a escrever.
Folhas e folhas no chão
amachocadas ou não,
horas, minutos, segundos
em que vou tentando, em vão,
o meu poema compor.
Escrevo,
risco,
apago,
escrevo,
volto a escrever sempre, e sempre
Sem nunca me contentar
com aquilo que sei e posso
escrever, dizer ou pensar.
E assim vai acabar,
Sem nem mais um verso ou dois,
porque isto de pensar
tem muito que se lhe diga
e tenho de ir descansar!
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