sábado, 1 de dezembro de 2007

trabalho de casa, 2002

O sol pôs-se e eu espreito
as cores do anoitecer
do encarnado ao violeta
pego na minha caneta,
e então começo a escrever.

Folhas e folhas no chão
amachocadas ou não,
horas, minutos, segundos
em que vou tentando, em vão,
o meu poema compor.

Escrevo,
risco,
apago,
escrevo,
volto a escrever sempre, e sempre
Sem nunca me contentar
com aquilo que sei e posso
escrever, dizer ou pensar.

E assim vai acabar,
Sem nem mais um verso ou dois,
porque isto de pensar
tem muito que se lhe diga
e tenho de ir descansar!

1 comentário:

Anónimo disse...

Nunca pensei sentir-me poeta. Mas aqui e ali urge a vontade de nos fazermos artistas. E então escrevo até que a dor me impeça de continuar, por vezes em vão, é certo. A coisa parece mais fácil do que na realidade é. Há que tirar a cartola e baixar o torso em homenagem aqueles que o sabem fazer de uma forma notável. Pois então aqui estou, a prestar esta homenagem:


Sendo assim cantarei,
Do passado ao futuro,
Nada sei,
Porém por mares nunca antes navegados,
Ou por paises nunca antes cantados,
cantarei...

E esta busca infindável pela essência da vida.
será assim tão importante,
Retirar a magia e o mistério à vida?

Diz-me tu que eu não sei.
Mas por agora viverei.
Para quando as cores do anoitecer
do encarnado ao violeta
aparecer,
Pegar na minha caneta e então começar a escrever.