terça-feira, 23 de outubro de 2007
martedi, 17 ottobre 2006
Não ando a fugir de nada
mas querem que pense assim,
pois todos sabem mostrar-me
que só dependo de mim.
Há gente que vai e vem,
Há gente que se conhece,
tormentos que se padece
por gente que não merece.
Porque afinal não há gente,
somos só nós, eu e eu.
e tu, só quando não mente
o sentir que não morreu.
mas querem que pense assim,
pois todos sabem mostrar-me
que só dependo de mim.
Há gente que vai e vem,
Há gente que se conhece,
tormentos que se padece
por gente que não merece.
Porque afinal não há gente,
somos só nós, eu e eu.
e tu, só quando não mente
o sentir que não morreu.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Podia escrever-te agora
um poema dos antigos
Poemas de amor perdidos
na revolução dos tempos.
Podia escrever-te agora
um poema dos antigos,
falaria da demora
dos olhares naquele instante,
dos roçares de mãos escondidos,
do palpitar inconstante
de corações aturdidos.
Dar-te-ia a minha alma,
ainda mais se o não pudesse,
e sonharia contigo
quando lá fora anoitece.
Mas são outros os tempos já
que tais coisas catalogam,
renegando o que será
por todos no fim desejado,
p'ra qualquer lugar alado
de alegres contos de fadas.
Isto é no bom sentido;
que há os que por despeito,
de coração ofendido,
ou por um simples ciúme
de um outro mais ditoso,
colocam estes dizeres
com o adjectivo: piroso.
Ainda assim meu amor,
correndo o (tão grave!) risco
de parecer antiquada,
acho que ainda arrisco
e penso: não perco nada;
dizer-te nestes meus versos
como me sinto estes dias.
Como as minhas mãos estão frias
se não te encontro ao meu lado,
e do sentir dos teus lábios
renasce o meu ser cansado
do que às vezes nos separa.
Neste nosso amor profundo
entrego-te a minha alma
e o meu coração pactua
quando a sussurrar te digo
que, por minha escolha, sou tua.
E tua seria ainda se fosse
dos antigos o poema,
e dos amores proibidos
tratasse o seu nobre tema.
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